Nicki (Emma Watson), Marc (Israel Broussard), Rebecca (Katie Chang), Sam (Taissa Farmiga) e Chloe (Claire Julian), entre outros jovens de Los Angeles, têm em comum uma vida meio vazia, de pais ausentes como Laurie (Leslie Mann), mãe de Nicki, que não tem a menor noção do que as filhas estão fazendo nas ruas durante o dia, e pior, durante a noite. Fascinados pelo mundo glamuroso das celebridades das revistas, como Paris Hilton, e artistas como Kirsten Dunst, o grupo começa a fazer pequenos assaltos nas casas dessas pessoas, quando descobrem que entrar nas residências deles não é nada difícil. Cada vez mais empolgados com os "ganhos", o volume dos saques desperta a atenção das autoridades, que decidem dar um basta nos crimes dessa garotada sem limites. Baseado em fatos reais.
Título Original: The Bling Ring
Direção: Sofia Coppola
Distribuidor: Diamond Films
Ano de produção: 2013
Duração: Aproximadamente 90 minutos
Nos anos de 2008 e 2009, um grupo de jovens da classe média alta (ou seja, nada necessitados), perceberam que entrar na casa das celebridades não exigia muito esforço. O que começou como apenas um capricho (invadir a casa de Paris Hilton), se transformou em hábito. Diversas outras celebridades, como Orlando Bloom e Lindsay Lohan, também se tornaram vítimas, e a soma dos "brindes" roubados chegou a incríveis 3 milhões de dólares.
Nancy Jo Sales, jornalista, lançou este ano (no Brasil pela Intrínseca) um livro de teor jornalístico onde, utilizando-se de entrevistas e matérias da época, contou a história da gangue que ficou conhecida como The Bling Ring. Seguindo a onda, a diretora Sofia Coppola também contou a história, dessa vez para os cinemas.
Obviamente, todo mundo já ouviu falar sobre o livro. Se não, pelo menos o filme, já que a famosa Emma Watson participa dele. Após ler algumas resenhas que deixavam claro que o livro era um texto jornalístico, e não um romance como estou acostumada, desisti da leitura. Mas ainda estava curiosa com a história, e não podia ignorar uma atuação da minha diva e eterna Hermione Granger, portanto baixei o filme (link aqui) e tratei de ver. O longa prometia, mas tenho que dizer que pra mim foi uma decepção.
O livro é, na falta de outra palavra, chato. Não consegui me conectar aos personagens. Aliás, só com um: Marc. Esse menino doce e ingênuo, que é arrastado para o mundo das baladas, drogas e roubos por Rebecca, a quem amava como uma irmã. Percebe-se claramente que ele é o único com um pingo de moral ali. Enquanto as meninas só queriam se divertir e roubar roupas de grife, ele foi retratado como o preocupado, que mandava elas se apressarem, era resistente a ideia de roubarem novamente e ficava rodando de lá pra cá na casa, paranoico, achando que tinha alguém se aproximando.
Veja bem, não estou o absolvendo. Só dizendo que ele foi o único com o mínimo de senso ali. Que aceitou sua culpa depois de tudo vir a tona, e que só se envolveu em primeiro lugar porque não tinha amigos e a única menina que se aproximou dele gostava dessas coisas. De novo, não estou dizendo que ele é inocente. Ele participou dos roubos porque quis sim, mas também houve manipulação por parte da "amiga", que depois de mostra uma tremenda filha da puta. Que raiva que senti dela, vocês não tem nem noção!
Quanto aos atores, me encantei pelo Israel, nunca tinha visto nenhum filme com ele antes, pelo menos não que eu me lembre, mas vou procurar alguns! Já deu pra perceber que tanto ator quanto personagem viraram meus queridinhos né? Achei o resto das atuações fracas, mas aí me veio uma dúvida cruel: os atores que não souberam demonstrar emoção ou seus personagens que não as tinham? Cheguei a conclusão que era essa última opção. Os jovens retratados não tinham família (emocionalmente falando) e se preenchiam com roubo, sexo e bebidas.
Fiquei boba com a falta de atenção dos pais deles, como a pessoa não percebe que os filhos estão indo por esse caminho? A gente sabe que existem famílias assim, onde o diálogo é coisa rara e a presença quase inexistente, mas ainda assim fiquei chocada. São famílias aparentemente perfeitas, ficam lindas na foto, mas não existem no dia a dia. Uma das meninas nem pais tem, e só depois ficamos sabendo que na verdade a mãe é viciada em bebida e substâncias, assim como o pai de outra delas. Tive certeza de que nunca jamais vou querer morar em LA. O glamour não compensa.
Amanda, como você não falou da Emma ainda? Entãao... Como disse lá em cima, tinha achado a personagem extremamente mesquinha e sem emoção, mas percebi que isso era o que deveria ser passado mesmo, e não má atuação. Afinal, em que dimensão Emma Watson atuaria mal? Ela incorporou o personagem perfeitamente, até no jeito esnobe de falar, na pose de "Tô nem aí"... Ela escutava o CD Femme Fatale, da Britney Spears, para entrar na personagem, que é sexy e estilosa.
Bom, agora que já falei dos atores e das inspirações, deixe-me explicar o porque de tê-lo achado chato. Primeiro, como falei, a falta de emoção dos personagens, o que torna difícil se identificar. As cenas eram basicamente boates, daça, gente experimentando roupa e roubando. Repetitivo e enjoado. A grande questão do sempre querer mais do que tem e todo o aprofundamento e ensinamentos que poderiam ser tirados da situação foram deixados de lado, e não houve aprofundamento nenhum na trama.
Enfim, desculpem o texto longo pessoal, mas era muito a ser comentado e vocês sabem que me empolgo! A minha decepção pessoal com o filme não deve impedir vocês de vê-los, até porque você mesmo pode refletir sobre os assuntos não aprofundados e tirar uma lição de vida do longa. Não esqueçam de comentar se já viram ou pretendem ver, se gostaram ou não, e se compartilham da minha opinião! Um beijo queridos.

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